"Nós, os monarcas, somos incontestavelmente constantes em um mundo em constante transformação. Pelo motivo de termos estado sempre aqui, mas também por não nos envolvermos na política cotidiana. Estamos informados das mudanças políticas que acontecem em nossas sociedades, mas não fazemos comentários sobre isso. É nisso que assumimos uma posição única. Nenhum dos outros monarcas europeus interfere na política."

Margarethe II, Rainha da Dinamarca

quinta-feira, 5 de março de 2009

O Fim da Monarquia


O FIM DO IMPÉRIO

A crise do Império que levou à Proclamação da República está ligada às transformações sociais, econômicas e políticas que se processaram na segunda metade do século XIX , e que podem ser assim resumidas:

1) Transição do trabalho escravo para o trabalho assalariado:

A Lei Euzébio de Queirós (1850) tornava a importação de escravos crime de pirataria e provocou uma crise na mão-de-obra escrava, por falta de reposição desta mão-de-obra, havendo assim a gradual entrada mão-de-obra imigrante (livre). A crise da escravidão significa a crise da Monarquia escravista
2) Surto industrial e crescimento urbano:

Com a proibição da importação de escravos os capitais aplicados nesta atividade são investidos em outros setores econômicos tipicamente urbanos como a indústria e obras de infra-estrutura (ferrovias, bancos, portos, etc.) Com este crescimento urbano cresce uma população marginalizada politicamente, sem direitos políticos, pois só os ricos tinham direitos políticos (o voto era censitário) e passam a apoiar a república, que defendia o sufrágio universal (voto de todos homens livres e maiores de idade).

3) Ascensão econômica da burguesia cafeicultora paulista:

Como a burguesia cafeicultora paulista utilizava como mão-de-obra a imigrante (livre) não sofreu com a crise da mão-de-obra escrava, que predominava no Vale do Paraíba (RJ). Assim, enquanto a elite cafeeira fluminense entra em decadência, a elite cafeeira paulista está em ascensão econômica. 

Obtendo poder econômico ela vai desejar obter o poder político, ou seja, o controle do Estado brasileiro. Só que a monarquia escravista era dominada pela elite cafeeira fluminense, o que significa que para a burguesia paulista ter o controle do Estado deveria derrubar a monarquia, por isto esta elite torna-se republicana, como forma de obter o controle do Estado brasileiro, e federalista (autonomia política e econômica para as províncias) como forma de se opor ao unitarismo (rígido controle político da capital) imperial.

4) A “Questão militar”

Com a Guerra do Paraguai, tornou-se evidente a importância do exército que, a partir de então, passa a exigir um espaço político que lhe era negado pela monarquia. Basta dizer que a monarquia privilegiava a Guarda Nacional, e não o exército. Houve uma série de acontecimentos em que os militares demostraram descontentamento com a monarquia, chamada genericamente de “questão militar”. Os militares passam a apoiar a República para adquirirem um comando político do Estado. É importante também destacar que entre os militares havia forte presença do Positivismo, ideologia de caráter modernizador e cientificista, que não se coadunava com a postura tradicionalista da monarquia.

5) A “Questão religiosa”

No Império havia o Padroado (a igreja era sustentada pelo Estado) e o Imperador exercia o beneplácito (direito de vetar as ordens papais). O Papa Pio IX escreveu a Bula (carta papal) Syllabus proibindo os católicos de participar da maçonaria. Esta bula foi vetada por Pedro II, no entanto, dois bispos (o de Belém e de Olinda) tentaram impô-la, indo contra a ordem do imperador. Eles foram presos e posteriormente anistiados (perdoados) mas ficou um mal-estar entre a Igreja e o império, pois muitos católicos passaram a considerar o Padroado como uma intromissão do Estado na igreja e a apoiarem a república que defendia o Estado laico, no qual há a separação entre igreja e Estado, achando assim que a igreja teria uma liberdade que lhe era negada pelo padroado.

6) A abolição da escravidão e a reação da elite cafeeira fluminense:

Quando a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea (13 de maio de 1888) a escravidão não era fundamental para a economia do país. No entanto, a elite cafeeira fluminense relutou em aceitar o fim da escravidão, pois o escravo é uma mercadoria e o simples fim da escravidão, sem indenização aos senhores escravistas, significaria perdas econômicas para os senhores de escravos. A abolição foi feita sem a indenização aos senhores de escravos, o que fez com que a burguesia cafeeira fluminense, de base escravista, deixasse de apoiar a monarquia. Neste momento, a monarquia encontra-se isolada. Nenhum grupo político importante a apoia. 

E, em 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca proclama a República.

14 comentários:

  1. muito legal,mas não entendi direto como funciona????????????????aiaiaiaiaiaiaiaiaiai...mas bem legal so num tem o fim,críticas etc....republianos........

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  2. o pessoal é foda né.. passam trabalho na escola e já querem achar tudo em um unico site, sem ter que procurar.. mt bacana o site! bj

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  3. O resumo ta bem simplificado (tiranu os erros de pontuação) da pra entender perfeitamente, é só pesquisar mais pra compreender.

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  4. Me cite pelo menos 5 coisas boas que a monarquia trouxe para o brasil, Edemir Rosa JR

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    1. Posso dar 6:

      Durante meio século,foi o Império que manteve unido o território brasileiro,quando poderíamos ter-nos desmembrado numa penca de republiquetas,como o resto da América Latina ;

      O império converteu um país atrasado e pouco populoso em grande e forte nacionalidade,primeira potência sul-americana, considerada e respeitada;

      O império aboliu a pena de morte;

      O Império extinguiu a escravidão;

      No Império fomos o 1º país da América do Sul a ter telégrafo ;

      No Império tínhamos uma ferrovia que ligava o Brasil de norte a sul.

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  5. Vc só pode estar doido......

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  6. o site esta mim ajkudando

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  7. Pra vocês verem. A monarquia considerava o negro, um ser humano, como uma MERCADORIA. Por que a abolição da escravatura não foi assinada antes? Por questões políticas e financeiras. Agora eu pergunto: Por que há tanta violência no Brasil? Porque os monarquistas nada fizeram pelo povo. Nós estamos pagando pelos erros deles hoje. O GOVERNO está tentando corrigir esse erro com cotas e ainda tem gente que as critica....

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    1. Não seja ignorante,não era a monarquia que considerava o negro como mercadoria,estude mais história e vai ver que Dom Pedro ll não tinha nenhum escravo,e a Princesa Isabel foi a pessoa que mais lutou pela liberdade dos negros,e não merecia ser lembrada como escravocrata.

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    2. Você chama ele de ignorante mas ainda usa o discurso que a Princesa Isabel foi a pessoa que mais lutou pela liberdade dos negros kkkk, ela só assinou a lei para aumentar o mercado consumidor interno.

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  8. Todos esses itens acima enumerados: escravatura, questão religiosa, questão militar, perda do apoio dos cafeicultores paulistas, a organização do exercito, a autonomia das provincias, etc, etc, foram SOLENEMENTE IGNORADOS por Dom Pedro II e pela Princesa Izabel. Eles passaram ao largo dessas preocupações. Não deixam de ser responsáveis pelo caos, e pelo sofrimento imposto ao povo brasileiro pela república. Dom Pedro II não foi derrubado do trono. Ele o entregou de "mão beijada", isto é sem qualquer reação. Foi um grande homem, mas fraquejou no essencial.

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    1. Verdade. Estou em Petrópolis e conheci a fundo a história de d. PedroII. Era um grande estadista e patriota. Mas entregou de mão beijada. Imagine o rei Henrique VIII no lugar dele. Cabeças tinham rolado. O povo queria a mmonarquia. mas o rei errou onde não podia. Foi aí que o Brasil perdeu sua chance na vida. Trocamos dirigentes cultos, preparados, nobres e bons para esta república de pilantras. Ser contra a monarquia é prova de ignorância. De quem não conhece a história. Visitem Petrópolis e conheçam nossa história

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    2. Verdade. Estou em Petrópolis e conheci a fundo a história de d. PedroII. Era um grande estadista e patriota. Mas entregou de mão beijada. Imagine o rei Henrique VIII no lugar dele. Cabeças tinham rolado. O povo queria a mmonarquia. mas o rei errou onde não podia. Foi aí que o Brasil perdeu sua chance na vida. Trocamos dirigentes cultos, preparados, nobres e bons para esta república de pilantras. Ser contra a monarquia é prova de ignorância. De quem não conhece a história. Visitem Petrópolis e conheçam nossa história

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