"Nós, os monarcas, somos incontestavelmente constantes em um mundo em constante transformação. Pelo motivo de termos estado sempre aqui, mas também por não nos envolvermos na política cotidiana. Estamos informados das mudanças políticas que acontecem em nossas sociedades, mas não fazemos comentários sobre isso. É nisso que assumimos uma posição única. Nenhum dos outros monarcas europeus interfere na política."

Margarethe II, Rainha da Dinamarca

domingo, 21 de setembro de 2008

A Maldição dos Bragança

Paço Ducal de Vila Viçosa (casa dos Duques de Bragança)

A Maldição dos Bragança, citada em diversas crônicas a respeito da Família Real de Portugal e Brasil, teria se iniciado no reinado de D. João IV, no Século XVII, quando este monarca teria agredido um frade franciscano aos pontapés quando este lhe rogou uma esmola. O frade, em resposta, rogou uma praga ao rei, dizendo que jamais um primogênito dos Bragança viveria o bastante para chegar ao trono.

De fato, a partir de então, todos os primogênitos daquela dinastia morreriam antes de reinar. O primeiro foi o filho do próprio João IV, D. Teodósio, morto aos dezenove anos de idade. Também D. José, filho mais velho de D. Maria I, morreu, dando lugar ao futuro rei D. João VI. Mais tarde, o primogênito de D. João, Antônio, morreu aos seis anos de idade, abrindo caminho para D. Pedro.

Um século após a maldição, D. João VI e D. Carlota tentaram revertê-la, fazendo visitas anuais aos mosteiros franciscanos de Lisboa e Rio de Janeiro. No entanto, a praga continuou a agir, até mesmo após a separação dos tronos do Brasil e de Portugal, e em 1822: Pedro I perdeu seus dois primeiros filhos homens, Miguel e João. D. Pedro II do Brasil também perdeu seu primogênito, D. Afonso, morto com menos de dois anos de idade.
A última vítima da maldição teria sido a princesa Luísa Vitória de Orléans e Bragança, filha da Princesa Isabel, natimorta em 28 de julho de 1874. Entretanto, alguns apontam que a Maldição só teria sido extinta já no Século XX, com a morte do príncipe-herdeiro D. Luís, assassinado juntamente com seu pai, D. Carlos I, em 1º de fevereiro de 1908. O crime precipitou a queda da monarquia portuguesa, em 5 de outubro de 1910.

Curiosidades.

Graças à origem da Maldição, todos os primogênitos que morreram ao longo do período da monarquia brasileira foram enterrados no Convento de Santo Antônio, de frades franciscanos, como se estivessem sendo dados como penhor de arrependimento pela agressão de seu antepassado.

3 comentários:

  1. impressão minha ou isso remete a famosa praga do Egito?

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  2. Stefano, nunca tinha parado pra pensar nisso, mas realmente dps que você falou isso eu achei muito semelhante com a praga do Egito

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    1. o padre que lançou a maldição realmente era PhD em Egito e Moisés

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