"Somos monarquistas por cálculo patriótico, por um conjunto de sentimentos de lealdade, de respeito ao dever, de reconhecimento aos grandes servidores do Estado, de amor à ordem, de acatamento aos méritos e de aspirações para que este Brasil seja sempre unido e forte." (Visconde de Taunay)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A Política Partidaria no Brasil


A historia partidária nacional dentro do contexto da evolução dos meios de produção, é uma verdadeira tragicomédia, onde uma republica foi proclamada sem os olhos e a vontade do povo participando do momento e esta baseada na vontade das elites intelectuais que estudavam na Europa e voltavam para tentar implementar o modelo europeu muito mais adiantado e desenvolvido em todos os sentidos em relação ao Brasil.




Constitucionalmente, fomos vitimas dos modelos franco-bretão, não apenas nas legislações, mas no pensamento filosófico e ideológico, praticado a partir do modelo republicano. Nosso atraso filosófico, político e econômico, sempre esteve atrelado aos interesses das nações mais adiantadas (Europa e EUA), e basta olharmos para um momento não muito distante da historia brasileira que fica explicito a força do interesse estrangeiro frente à vontade política e ideológica local; Getulio Vargas abandona seu nacionalismo com uma nação totalmente ao seu favor e satisfeita com seu governo, mesmo sendo ditatorial, mas inovador e voltado aos interesses populares, para apoiar os aliados contra os nazi-fascistas na Europa.






Nossa estrutura partidária desde os princípios da republica nunca foram de todo transparentes, sempre houve o favorecimento de alguns, sempre houve as barganhas e a corrupção sempre foi uma célula viva e atuante na republica brasileira. Nosso ideário sempre foi uma adaptação dos modelos europeus, os imigrantes trouxeram ao Brasil o anarquismo e o socialismo no inicio do século XX, o Brasil foi contaminado pelo nacionalismo Varguista, não porque Vargas era um patriota impar, mas porque o colonialismo europeu desenvolveu este ideário no período pós 1ª Guerra Mundial e o Nazi-fascismo para o momento europeu era uma saída salutar para os problemas ideológicos e políticos da Europa em reconstrução.






Nossos partidos sempre estiveram comandados por quem detinha o poder econômico (fazendeiros, comerciantes, banqueiros, industriais), suas representatividades eram regionais (estaduais) partindo para a metade do séc. XX para uma representação nacional, onde um obstáculo para o modelo republicano democrático brasileiro é a dimensão territorial do país e não a seriedade das pessoas que se envolvem com a política nacional.






A direita nacional sempre composta por militares e abastados econômicos sempre estiveram à frente dos processos políticos visando seus interesses, privilegiando sua classe e seus membros, enquanto a esquerda formada pelas minorias exploradas teve forte influencia a partir dos anos 30 do modelo soviético e posteriormente do modelo chinês e cubano, este sendo até hoje o grande referencial da esquerda latino americana.O momento de repartição do mundo em capitalista e socialista e a grande corrida de implementação desses modelos mundo afora, deixaram os paises economicamente mais pobres a mercê dos interesses econômicos e ideológicos mais desenvolvidos, sejam eles economicamente ou pela força bélica.






O Brasil sem uma identidade cultural definida como qualquer outro pais do mundo e sempre recebendo influencia externa, se comparando as outras nações, seja nos problemas sociais ou nos interesses políticos e econômicos, carregou um legado de democracia arranhada por ditaduras preventivas para manter o modelo capitalista e o interesse norte americano na América latina.Nos últimos vinte anos com o fracasso da ditadura vermelha soviética e a abertura do modelo comunista chinês para o capitalismo, criando um modelo comunista antagônico, onde politicamente continua comunista, mas com economia capitalista, observamos outros paises e suas esquerdas sem coerência praticar este modelo chinês em paises sem nenhum contexto histórico ou mesmo ideológico para atingir êxito.






O Brasil com uma esquerda sem identidade, mais parecendo filiais de partidos remanescentes do leste europeu e da China se colocam afiliadas do modelo soviético praticado por Cuba e utilizam o mais arcaico artifício para convencer a opinião publica sobre seu modo de governar: PATERNALISMO E POPULISMO VARGUISTA.






Num pais como o Brasil com seus péssimos índices de cultura, educação, saúde, segurança publica, habitação, corrupção e afins, tem como carro chefe dois partidos e um terceiro correndo por fora para conduzir os rumos desta nação que teoricamente tem ou teria, vai saber neste momento, de ser uma real potencia mundial, através de discursos, atitudes econômicas monitoradas, “benefícios” sociais que não melhoram a vida de ninguém, apenas contemplam a velha pratica do pão e circo ou acalenta os ânimos dos pobres mal informados que certamente tem a maioria do percentual de votos validos do país.Como podemos acreditar num país onde o principal partido de oposição é formado pelos ex integrantes da forte e guerrilheira esquerda dos anos 60/70 e que se infiltraram na fundação do PT colocando seu ideário e praticas a serviço deste partido formado no ímpeto vingativo de pessoas sem cultura política alguma, filhotes da ditadura que se rebelaram e se venderam ao ideário vermelho dos ex exilados em troca de apoio e busca calorosa pelo poder, máxima de qualquer partido socialista no planeta.






O segundo partido de oposição, formado pela classe teoricamente dominante intelectualmente e economicamente, luta para mostrar-se limpa e imune à corrupção, que sem duvida é a maior doença vigente no país e o que não deixa que as riquezas do país apareçam às vistas de toda a população.E o maior partido de esquerda do período ditatorial brasileiro (PMDB) se vende por cargos e migalhas pra ficar próximos ao poder e poder governar por tabela juntamente com os socialistas obsecados pelo poder, co - fundadores do PT.






Me admira uma população como a nossa, que forma sem duvida a maior diversidade cultural do planeta, acreditar que um presidente marionete como o nosso possa dar rumo a Brasil e afirmar com convicção que estamos no caminho certo, quando o caminho certo é outro, o da cultura, do conhecimento e do estudo permanente. Nosso presidente e seus asseclas tem uma facilidade em formar massa de manobra, não uma população esclarecida e aculturada pra poder concorrer e explicitar suas falhas no futuro.A manipulação dos meios de comunicação do Brasil em relação às praticas políticas e até econômicas são veladas pela mídia que trabalha a serviço do poder em troca de favores e apoios, colocando a opinião publica em segundo plano com farsas ou manchetes que tiram à atenção dos reais problemas e casos que todos em geral deveriam estar acompanhando.






Nosso modelo partidário fragmentado, sem força ideológica, resumida em três ou quatro partidos sem comprometimento ideológico algum com a realidade brasileira, só favorece o maior partido a manter o poder com suas praticas arcaicas, mentirosas e ludibriando o caótico modelo econômico que só favorece a poucos e que a maioria se contenta em brindar com liquidações e manchetes ilusórias de que o poder aquisitivo nacional está crescendo podendo chegar brevemente ao patamar de 1º mundo, onde novidades tecnológicas de 3ª categoria enganam a população de que tudo vai bem, mas estamos indo para um caminho obscuro de desperdício material, intelectual e humano em detrimento do que poucos lucram com esta farsa construída nos últimos 20 anos de política democrática brasileira.






por: Marlon Adami






3 comentários:

  1. Muito bom seu texto...

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  2. Oi, queria saber como a política partidária interfere na economia do Brasil?

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