"Nós, os monarcas, somos incontestavelmente constantes em um mundo em constante transformação. Pelo motivo de termos estado sempre aqui, mas também por não nos envolvermos na política cotidiana. Estamos informados das mudanças políticas que acontecem em nossas sociedades, mas não fazemos comentários sobre isso. É nisso que assumimos uma posição única. Nenhum dos outros monarcas europeus interfere na política."

Margarethe II, Rainha da Dinamarca

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Casa Principesca de Orleans e Bragança


Louis-Philippe-Marie-Ferdinand-Gaston d'Orléans et Sachsen-Coburg-und-Gotha, Príncipe de (Bourbon-)Orleans, Conde de Eu, filho de S.A.R. o Príncipe Louis de Orleans, Duque de Nemours & de S.A.D. a Princesa Viktoria de Saxe-Coburgo-Gotha, casou-se aos 15 de outubro de 1864 com D. Isabel Christina Leopoldina Augusta Michaela Gabriela Raphaela Gonzaga de Bragança e Borbone, Pcsa de Bragança, Princesa Imperial do Brasil.

O Príncipe Gaston de Orleans , Conde d'Eu, foi tornado Príncipe Imperial Consorte do Brasil, com o conseqüente tratamento de Alteza Imperial, no ato de seu casamento (o que se chama, em latim, de jure uxoris), juntamente com a qualificação de Marechal do Exército, tendo nessa função alcançado, por méritos próprios, inúmeros feitos gloriosos para nossa Pátria.

O 1º Príncipe de Orleans-e-Bragança foi S.A.R. o Augusto Senhor (D.) Gastão .

O 2º Príncipe foi S.A.R. o Senhor D. Pedro de Alcantara e o

3º é S.A.R. o Senhor D. Pedro Gastão.

Hoje S.A.R D Pedro Carlos é o Príncipe Titular de Orleans-e-Bragança é o primogênito de todos os descendentes luso-brasileiros de D. João VI; ele pode cortesmente (titre de courtoisie) ser chamado de Primogênito do Brasil, ainda que desse título não lhe advenha quaisquer direitos à sucessão na Chefia da Casa Imperial e Realeza brasileiras.

Os direitos remotíssimos à sucessão do Trono de França, porém, ele e todos os descendentes legítimos do Conde d'Eu, incluindo os Príncipes do Brasil, continuam a possuí-los, no caso de extinção absoluta dos Orléans franceses.

A Casa Principesca de Orleans-e-Bragança é diversa da Casa Imperial do Brasil; no entanto, o contrário não se põe, tendo em vista que esta é um ramo daquela, aliás o único Ramo Dinasta no Brasil. Por uma questão de coerência, não só política, como cultural e histórica, ao Chefe da Casa de Orleans e Bragança, são muito poucas as funções protocolares que lhe devem ser atribuídas.

Afinal, não se trata aqui de uma Casa constituída há séculos, ou mesmo milênios, como as há na Europa e no mundo; assim, enquanto (súdito) brasileiro, qualquer príncipe de Orleans-e-Bragança deve ao seu Imperador, seja ele de facto ou de jure, respeito e reverência.

Em resumo, não se pode considerar que pelo fato de existir uma Casa Principesca brasileira e de ela ser separada da Casa Imperial , pois tem como Chefe outro Príncipe que não o Imperador, seus membros tenham liberdade absoluta para cometer atos contrários à Tradição Dinástica brasileira, que está acima de tudo, é soberana.

E o representante máximo dessa Tradição é obviamente o Imperador ou o Chefe da Casa Imperial; lembremos que a Casa Imperial do Brasil é anterior à Casa Principesca de Orleans-e-Bragança, e que esta só existe por uma querela dinástica.

Ambas seriam uma só Dinastia se não tivesse existido a renúncia de D. Pedro de Alcantara, em 1908.

Nesse sentido, é válido ressaltar aqui os dois principais critérios para a validade dinástica do casamento de um Príncipe brasileiro:

1. Sua realização no seio da Igreja Católica Apostólica Romana;

2. Sua aceitação - mesmo que tácita - pelo Imperador (de facto ou de jure).

Em nosso caso, se D. Pedro de Alcantara jamais tivesse renunciado, ele teria sido tanto o Chefe da Casa Imperial quanto o da Casa Principesca, e "ORLEANS-E-BRAGANÇA" seria sinônimo de "BRASIL".

Na Europa, podemos ver o fenômeno das Casas Reais como ramos de outras Casas estrangeiras em diversos países.

A Casa da Bélgica, a Casa da Bulgária e a Casa da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte são ramos da Casa de Saxe-Coburgo-Gotha.

A Casa Real britânica usa o nome Windsor, mas resta Saxe-Coburg; com a ascensão de Charles (*1948), o atual Príncipe de Gales, a varonia dos Príncipes passará a ser Schleswig-Holstein-Sondenburg-Glücksburg precisamente porque o marido de Elizabeth II, Philipp, Duque de Edimburgo é nascido Príncipe da Grécia e da Dinamarca.

Aliás, a Casa da Grécia é um ramo da Casa da Dinamarca; o mesmo a Casa da Noruega. Todos os Príncipes da Dinamarca, da Grécia, da Noruega e mais os de Oldemburgo (antigo Grão-Ducado) e da Rússia - cuja varonia é Holstein-Gottorp - pertencem à milenar Dinastia originária alemã dos Oldenburg. A Casa da Prússia e a Casa da Romênia são ramos da Casa Principesca de Hohenzollern, etc.

Entre os príncipes capetíngeos, as divisões geram o seguinte: os Príncipes das Duas Sicílias, os Príncipes de Parma e os Infantes de Espanha são Bourbon-Anjou; os Príncipes de França são Bourbon-Orléans e os de Luxemburgo são Bourbon-Nassau-Weilbourg.


O primogênito de toda a descendência de Hugo Capeto (Hughes Capet) é S.A.R. o Príncipe Senhor Louis-Alphonse (*1974), Príncipe Titular de Bourbon-Anjou e portanto Chefe natural de todos os Capet, ainda que não herdeiro de nenhum trono e de nenhuma coroa das quais seus primos sejam os titulares. A elucidação desses fatores deixaria de causar muitos dos mal-entendidos que existem na Europa acerca das corretas posições de cada príncipe...

11 comentários:

  1. OLÁ, SOU ANNA HIMMEL.SOU ROTEIRISTA/AUTORA E TENHO UM PROJETO MARAVILHOSO SOBRE A FAMILIA IMPERIAL. E ESTOU NA FASE DE PESQUISA E DESENVOLVIMENO DO PROJETO E GOSTARIA DE TER A HONRA DE UMA ENTREVISTA COM ALGUM MEMBRO DA FAMÍLIA QUE POSSA ME CONTAR SOBRE A PRINCESA ISABEL.MEU E MAIL annahimmel@live.com estou no orkut e facebook isishimmel@live.com Gostaria de saber se o adminsitrador deste blog poderia me ajudar.abraço.obrigada desde já!

    ResponderExcluir
  2. Saudações...gostaria de confirmar meu brasão, tendo em vista que sou Lisboa e naturalmente este apelido adotado por alguns descendentes da família real Portuguesa e mesmo brasileira durante perseguições pós República, registrando-se Lisboa com significado de Bragança...GOSTARIA DE RECEBER RESPOSTA, ANTONIOCEZARLISBOA@GMAIL.COM

    ResponderExcluir
  3. TUDO UNS CUSÃO FILHO DA PUTA E SEUS FANS E SEGUIDORS É TR@FIK0 DE INFLUENCIA UMA OPOLOGIA

    ResponderExcluir
  4. EU SOU PRINCEPE VCS É BESTA OU PROSTITUTA NÃO FIK0U A SEU CRITÉRIP CNSTRUI DA ORDEM E NÃO TEM ISSU D LIVRO D DANIEL OU CAVALEIRS D APOCALIPSE VCS É CÚ MESM

    ResponderExcluir
  5. AE MEU TEL 965287877 OI TA JÁ PRA VCS NÃO ROUBA CAZO NÃO TENHA CREDITI FAZ ISSU PR QUE TUDO QUE VCS TEM É ROUBADO A E EMAIL MEU D CMUNICAÇÃO SBRE PRESSÃO APÓS DISTRUI PREJUDICA É gomesdasilva423@gmail.com tá vira homen cusãp fica cm medo não é assim debarte que quero não assim pra vcs é refresc meu debate minha guerr vcs é etiqueta u modo elegant alem dssu ladrão e uns assassino não arrega não nem cm idéinha que não sou loucúúú não

    ResponderExcluir
  6. Caros Senhores (as),
    Queira Deus que o Brasil volte a ser o Brasil Império; mas se algum dia um Bragança for entronizado, quantas décadas levariam para mudar a cultura da roubalheira no país? Haveriam privilegiados (bajuladores e interesseiros e corruptos) para serem agraciados com título nobiliárquico? Quais seriam as garantias para o pobre povo brasileiro, de um Brasil melhor?
    Meus Cumprimentos,
    Marco Almeida, barão de Sealand

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que Deus abençoe o Brasil e os brasileiros.
      Viva a monarquia constitucional!
      Vida longa a Família Imperial!

      Meus Cumprimentos,
      Sr. Marco Almeida Barão de Sealand

      Excluir
  7. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  8. Caros Senhores (as),


    Eu sou um monarquista, à 23 anos atrás no referendo de 1993, votei a favor da monarquia, mais infelizmente não foi possível esta forma de governo; na verdade foi uma armadilha para legitimar à república porque a mesma foi de forma ilegal, e o Brasil Imperial com um monarca (Imperador D. Pedro II) mais respeitado no mundo e depois de 15 de novembro de 1889, o Brasil entrou em decadência; um dia fomos a terceira maior potência bélica do mundo somente abaixo da Inglaterra e EUA. Que Deus tenha misericórdia e proteja esta terra (Brasil) que “mana leite e mel”; mas infelizmente esta sendo roubada e destruída por aqueles que só têm o compromisso com o próprio bolso.

    Com os melhores cumprimentos,
    Sr. Marco Almeida Barão de Sealand

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Correção: Um dia fomos a segunda maior potência bélica do mundo, somente abaixo da Inglaterra.

      Excluir