"Nós, os monarcas, somos incontestavelmente constantes em um mundo em constante transformação. Pelo motivo de termos estado sempre aqui, mas também por não nos envolvermos na política cotidiana. Estamos informados das mudanças políticas que acontecem em nossas sociedades, mas não fazemos comentários sobre isso. É nisso que assumimos uma posição única. Nenhum dos outros monarcas europeus interfere na política."

Margarethe II, Rainha da Dinamarca

sexta-feira, 26 de julho de 2013

A Realidade do Movimento Monarquista Brasileiro

OS GRUPOS MONARQUISTAS,SE DESEJAM REALMENTE SER OUVIDOS,PRECISAM URGENTEMENTE REVER SUAS ESTRATÉGIAS.

Seria interessante darmos uma passada rápida de olhos nos problemas que rondam os monarquistas pensantes do Brasil.

Sim, pensantes, pois há muitos que bradam "Monarquia, monarquia!" mas nada conhecem sobre a questão , gostando mais do exotismo de ser monarquista do que, propriamente, da realidade da ideologia monárquica no Brasil do século XXI.

Eu listo a seguir alguns problemas que, na minha opinião, são os mais "gritantes" para os brasileiros monarquistas conscientes do século XXI:

1) Não casamento dos chefes da Casa Imperial do Ramo Vassouras

Dom Luis e Dom Bertrand não se casaram por um voto de castidade informal (sem validade nenhuma para a Igreja Católica Romana) que fizeram na TFP. Isso significa que, uma vez mortos, não haverá descendentes deles para assumirem a chefia da Casa Imperial. Agradeçamos à TFP e à sua ideologia "exótica" a ausência de linha sucessória no Ramo Vassouras.

2) A mistura entre Monarquia e "Catolicismo" Ultramontano-Tfpista

Mais um problema grave surgido no Ramo Vassouras.

Ao contrário de Dom Pedro I , Franco-Maçom (foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil), liberal e Dom Pedro II, que defendia a rigorosa separação entre Igreja e Estado estando mais para um Iluminista amante das Ciências (que causou furores na Igreja em algumas ocasiões) do que para um carola, Dom Pedro Henrique , pai de Dom Luis e de Dom Bertrand, era simpatizante da TFP e um católico fervoroso.
Dom Pedro Henrique era um simpatizante inocente, diga-se de passagem.

Ele freqüentava as sedes da TFP e não sabia que os membros da TFP eram orientados a se referirem aos próprios pais como "FMR" (Fonte de Minha Revolução), como "CDG" (Casa Daquela Gente), "CM" (Círculos Mundanos), "CDD" (Casa Daqueles Demônios) ou simplesmente como "Aquela Gente". Se soubesse, por certo que não teria deixado seus filhos freqüentarem tendo em vista que, isso é, além de tudo, contrário ao espírito verdadeiramente católico.

Também não sabia que se incitava contra o casamento dentro da TFP, ao ponto de alguns de seus membros casados pedirem ao "profeta", a "graça" de enviuvarem...

Também não sabia do culto delirante a Plínio Corrêa de Oliveira e da doutrina completamente anti-católica, anti-papal e anti-clerical que corria pelos veios secretos da TFP.

Ao contrário do que a TFP de ontem e de hoje (Instituto Plínio Corrêa de Oliveira) quer fazer crer, a TFP foi fartamente repelida pela hierarquia legítima da Igreja Católica Romana, o que pode ser comprovado por pareceres de bispos diversos, documentos da CNBB, pareceres teológicos (como o do douto canonista Pe. João Corso) e mais uma porção de documentos.

Os dois únicos bispos que apoiavam a TFP, Dom Mayer e Dom Sigaud, eram ridicularizados nos círculos internos da sociedade, chamados de "Bacho e Cacho". Esses mesmos dois bispos, depois de tomarem conhecimento do tipo de doutrina propagada por Plínio, se afastaram peremptoriamente e retiraram todo e qualquer aprovação eclesiástica legítima da dita sociedade.

O culto a Plínio chegava ao absurdo de se rezar uma "Ave Plínio", um simulacro ridículo da Ave-Maria em que se dizia:

"Ave Luiz Plínio Elias (nome de Plínio Corrêa de Oliveira na 'Sagrada Escravidão'), cheio de amor e de ódio, a Ssma. Virgem é convosco, bendito sois vós entre os fiéis, e bendito é o fruto do vosso amor e ódio - a Contra-Revolução. Ó sacral Luiz Plínio Elias, pai admirável e catolicissimo da Contra-Revolução e do Reino de Maria,rogai por nós capengas e pecadores, agora e na hora de nossa morte, Amém".

Note-se que, quando se rezava essa "Ave Plínio", o objeto da "oração" ainda estava vivo, bem vivo.
Também estava vivo quando os "eremitas" cultuavam os seus dedos amputados do pé direito (amputados por uma grave crise de diabetes), que eram ciosamente guardados numa caixa de prata que era beijada como a relíquia das relíquias no "Eremo de São Bento", hoje a "casa-mãe" dos "Arautos do Evangelho"...
Infelizmente, Dom Luis e Dom Bertrand se fizeram "Escravos" na "Sagrada Escravidão" ou "Sempre Viva", cultuando ao "profeta por antonomásia" Plínio e à sua mãe Lucília (que foi "remodelada" após a morte para atender às exigências cultuais do "profeta"), pronunciando os votos dos "eremitas" e tomando os nomes de Plínio Miguel (D. Bertrand) e Plínio da Cruz (D. Luis). Daí seu voto de castidade e sua relação próxima com os círculos da TFP.

Se isso ficasse no âmbito estritamente PARTICULAR de ambos, não haveria problema algum. Cada um acredita no que quer e no que bem entende. Só que, no caso, o problema começa a se pronunciar a toda vez que os monarquistas tfpistas resolvem enfiar suas crenças PESSOAIS no movimento monárquico que, DEVERIA SER, um movimento estritamente POLÍTICO.

Além disso, o tal voto de castidade informal cortou a sucessão do Ramo Vassouras.

Eu sou monarquista e, assim como Dom Pedro I, sou franco-maçom do Grande Oriente do Brasil. Aliás, há uma porção de quadros de Dom Pedro I e outros franco-maçons monarquistas famosos (José Bonifácio, Duque de Caxias etc) nas sedes do Grande Oriente do Brasil, uma instituição fundada em 1822.

É bom lembrar que, na Inglaterra, tradicionalmente, o Grão-Mestre da Grande Loja Unida da Inglaterra é o Duque de Kent.

Conheço, pelo menos, mais uma meia-dúzia de franco-maçons monarquistas, homens de pensamento e de ação que fariam uma diferença intelectual grande no movimento monarquista.

Só que nem eles nem eu podemos, com a consciência em paz, endossar idéias que privilegiam uma ideologia unilateral e exclui a todas as outras. O papo de "monarca católico", para nós não dá.

Eu, além de franco-maçom, sou arcebispo de uma instituição budista.

Queremos um monarca para TODOS OS BRASILEIROS e não um monarca para os católicos ou para os tfpistas. Instituir uma monarquia em moldes "plinianos" seria um horror para todos os que não se afinassem com as idéias tfpistas.

Monarquia sim, mas numa sociedade plural e livre, sem misturas entre religião (seja qual for) e estado.
Da mesma maneira, é absurdo querer "catolicizar" todos os movimentos ligados à ideologia monárquica ou nobiliárquica. Ser descendente de uma família de nobres da época do Império não quer dizer, necessariamente, ser católico. E muito menos quer dizer ser católico nos moldes da TFP.

Para mim é extremamente penoso ver príncipes da Casa Imperial do Brasil ligados a "Instituto Plínio Corrêa de Oliveira", aparecendo em suas palestras e encontros e assumindo posturas altamente comprometedoras para a imagem do movimento monarquista e dos monarquistas diante da sociedade brasileira contemporânea.

Mais uma que "devemos" ao exotismo ideológico tfpista...

3) Saudosismo e alienação da realidade

Esse é um mal grave, bastante comum em círculos monarquistas.

Não estamos mais no século XIX e o Brasil é, atualmente, uma república presidencialista.
O que isso quer dizer? Quer dizer que NÃO EXISTEM MAIS TÍTULOS DE NOBREZA VÁLIDOS.
Um título de nobreza é dado pelo monarca a um indivíduo, não à família.

Se não se tem mais um monarca legítimo, se não há mais leis monárquicas e não há mais côrte no Brasil, NÃO HÁ TÍTULO DE NOBREZA.

Acho que isso é difícil para certas pessoas compreenderem.

Título de nobreza não é um "souvenir" que se pendura no pescoço. É algo que tem uma determinada função social e deve ser considerado dentro dessa função social. Uma vez que não haja mais essa função, o título perde o sentido.

A república aboliu TODOS OS TÍTULOS DE NOBREZA do Império do Brasil.

Tudo bem que, por respeito e consideração para com o passado, chamemos os descendentes de Pedro I e Pedro II de "Príncipes" e que, em ambientes monarquistas os chamemos "SAIR" (Sua Alteza Imperial e Real) ou que tratemos bons amigos monarquistas descendentes de nobres históricos pelos títulos que eles "herdaram" em honra de seus ancestrais diretos. Só que isso é uma forma de ser delicado, de mostrar consideração, de ter cortesia. Não é uma realidade histórica e nem uma obrigação legal.

Tanto os descendentes reais dos dois Pedros quanto o Zézinho, filho da Joana que não sabe nem quem é o pai do Zézinho, perante o Estado Constitucional Brasileiro, têm os mesmos direitos.

Se trato a um amigo como "conde", "marquês" ou "príncipe", faço por uma questão de cortesia e de bons modos. Só que ninguém tem o direito de exigir esse tipo de tratamento. Um membro da família real brasileira foi processado por usar o título de "príncipe imperial" em um anúncio...

A coisa é tão verdadeira que, para que se conservasse o título de "Príncipe e Dom" no nome, alguns membros da família Orleans e Bragança foram registrados com o nome de "Príncipe Dom" antes do verdadeiro prenome, para que pudessem ser chamados assim sem ter problemas com a justiça. Só que aí, o "Príncipe Dom" é, para o Estado, apenas um nome (como José, João ou Pedro) e não um título...

Vamos lembrar que há muito pouco tempo atrás era proibido se fazer propaganda monarquista ou se organizar movimentos anti-republicanos.

Apesar disso tudo, há gente que continua vivendo nas nuvens do "antigamente", exigindo salamaleques, tendo posturas arrogantes diante das pessoas dizendo que "se não me chamarem assim (pelo pretenso título), nem respondo" ou outras idiotices do gênero. Isso destroça a imagem dos integrantes de movimentos monarquistas diante da opinião pública.

A monarquia e a nobreza já contam, no Brasil, com opiniões extremamentes desfavoráveis. As escolas vivem ensinando que os nobres eram "sanguessugas" que "exploravam" o povo. Nosso papel de monarquistas é desfazer essas más impressões e não reforçá-las com arrogância idiota e sem sentido.
Se queremos que a monarquia seja, pelo menos, uma possibilidade para as próximas gerações, a primeira tarefa é, justamente, limpar o terreno das objeções.

Um sujeito que se porta como se vivesse na corte do século XIX é um entrave para o sucesso de qualquer movimento monarquista sério.

Monarquistas devem ser REALISTAS, devem ter consciência do mundo em que vivem e da realidade que os cerca. Viver de fábulas, de sonhos do passado, de histórias da "côrte perfeita" ou dos rapapés de outrora, não ajuda em nada, muito pelo contrário.

Nossa ação deve se portar por valores internos, por atitudes concretas, por um modo de agir que busca a consecução de um fim e não por exterioridades frívolas e por saudosismos românticos.

4) Falta de preparo e de planejamento na institucionalização dos movimentos

Um grupo monarquista é, antes de tudo, um movimento político.
Como em todo movimento político, é necessário que haja um preparo adequado daqueles que assumirão determinados papéis dentro desse movimento.

Não é só colocar o sujeito que aprendeu uns bordões ou que é simpático para com os frequentadores de um grupo. É preciso que quem assume funções esteja preparado para lidar com vários tipos de situação, inclusive as mais adversas, com habilidade, destreza e de uma forma política que não comprometa a fiabilidade do discurso do movimento em si.

Sem isso e sem se fazer um planejamento claro e preciso do que se quer atingir com o movimento, quais as pessoas indicadas a fazerem parte ou qual é o modo de ação do grupo, a coisa toda está fadada ao mais fragoroso fracasso.

Infelizmente, com demasiada frequência, nos deparamos com monarquistas organizados cuja inépcia social e a completa falta de preparo para qualquer ação política é, por demais, gritante.

Os grupos monarquistas, se desejam realmente ser ouvidos, precisam urgentemente rever suas estratégias.

27 comentários:

  1. ótimo artigo. Você colocou tudo de uma maneira que todos nós gostaríamos de resumir. Parabéns!
    Gutemberg Castro

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  2. O texto foi extraído do blog: Núcleo de Estudo da Aristocracia Nobreza e Tradição

    http://aristocracianobreza.blogspot.com.br/2011/10/questoes-controvertidas-do-movimento.html

    Leitura imprescindível aos monarquistas.

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  3. Mas Dom Antônio ele tem filhos e os seus filhos estão na linha de sucessão ao trono imperial do Brasil.O herdeiro de D.Antônio é D.Rafael.

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  4. gostei da sinceridade nesta exposição

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  5. Contanto que a monarquia fosse constitucional seria uma boa, se o RS quisesse se separar do Brasil deixava eles separarem então. já que eles se acham melhores que o restanto do BR e explorados pelo governo central.

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    1. e foram explorados pelo governo central, mas quanto a monarquia se ruim com ela pior sem ela

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  6. Pura Utopia, achar que um dia o Brasil irá ser novamente uma Monarquia.

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    1. Tem uma coisa que não bate: como o Ramo de Vassouras não tem linha sucessória? E Dom Antônio, Dom Rafael e outros?Tem boi na linha....

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  7. COM CERTEZA HÁ DE SE FAZER UM TRABALHO MAIS EFETIVO PELA CAUSA MONÁRQUICA NO BRASIL. DOIS PONTOS DO TEXTO ME CHAMOU ATENÇÃO: O VOTO DE CASTIDADE DE DOM LUIZ E DOM BERTRAND, E DESFAZER AS MÁS IMPRESSÕES ENSINADAS NAS ESCOLAS.
    O VOTO DE CASTIDADE DOS PRÍNCIPES DOM LUIZ E DOM BERTRAND NÃO CORTOU A SUCESSÃO DO RAMO VASSOURAS, POIS HÁ O TERCEIRO DA LINHA DE SUCESSÃO, PRÍNCIPE DOM ANTÔNIO QUE TEM HERDEIROS (PRÍNCIPE DOM RAFAEL E PRINCESA DONA MARIA GABRIELA).
    EIS A GRANDE QUESTÃO: A EDUCAÇÃO. A REPÚBLICA VEM AO LONGO DOS ANOS EDUCANDO O POVO PARA QUE ESTE ESQUECESSE O PERÍODO MONÁRQUICO DO BRASIL, SE RESTRINGINDO ESSE PERÍODO APENAS AO DIA DE INDEPENDÊNCIA SEM O DEVIDO CONTEXTO HISTÓRICO. EU SOU PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA, MAS SEMPRE APROVEITO ALGUNS MOMENTOS DE MINHAS AULAS PARA FALAR SOBRE A MONARQUIA BRASILEIRA E CRIEI UM GRUPO DE ESTUDO COM OS ALUNOS PARA SE DEBATER E CONHECER A HISTÓRIA MONÁRQUICA DO BRASIL E COMO FOI INSTAURADA A REPÚBLICA EM NOSSO PAÍS.
    NEHEMIAS WAGNER

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  8. Gostaria de saber onde tem um grupo de monarquistas na cidade do Rio de Janeiro onde eu possa me reunir com eles. Por favor, envie o contato para robrebsil58@gmail.com.

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  9. Tb me interesso por esse grupo de monarquistas na cidade do Rio de Janeiro...anairisviterbo @gmail.com

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  10. Admiro a monarquia, mas a maçonaria com todos os seus bajuladores são a sua parte podre e seu maior problema. Não alinho-me a causa imperial pela ojeriza que a maçonaria me causa.

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  11. Entendi o que Gutemberg Castro escreveu e alertei para o seguinte: Segundo a história, para que a nossa independência fosse reconhecida, tivemos que pagar à Inglaterra uma dívida enorme que Portugal tinha com a referida Inglaterra, não é verdade? Então, a princípio, nós não temos herdeiros ao nosso trono, gente. Nós pagamos pela nossa independência. Nós, os brasileiros e principalmente os índios é que somos os herdeiros do Brasil. O Brasil é nosso. Nós pagamos por ele. E pelo que o Gutemberg Castro falou, essa linhagem que se acha herdeira vai é querer nos impor suas idéias do tempo do ronca do movimento TFP e esnobes que estão parecendo ter. O que temos a fazer é tirar democraticamente essa cambada de políticos corruptos, esnobes também e ainda por cima incompetentes que insistem em se perpetuar no poder. Precisamos é tomar posse do Brasil e só deixar nos governar pessoas realmente competentes, honestas, justas e comprometidas com o sucesso do Brasil. Com o sucesso do nosso povo. Com o nosso sucesso. E isso pode muito bem começar a ser feito agorinha mesmo com as eleições de 2016 para prefeitos e vereadores que é a base da política. Se conseguirmos escolher boas pessoas na base da governança, em 2018 já vai dar para dispensar um monte de presenças vagabundas do congresso e da presidência. Quem vai ter que fazer essas mudanças somos nós com o voto realmente responsável. Patriótico. Nada de voltar a monarquia. Eu, hein...

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  12. E tem mais. Essa história de monarquia, fica a turma de "sangue azul" se casando por interesse com os "sangue azul" estrangeiros só para garantir riquezas entre países e vai vê a zorra que vai dá. É só ver a história dos povos por aí. Não. Nada disso. Vamos ajeitar a nossa casa nós mesmos. Nós sabemos a luta que foi caminhar até aqui. Que venham as eleições de 2016, 2018... E vamos em frente que atrás vem um monte de gente esperta doida para abocanhar nossas riquezas. Nossa terra é rica, fértil e povoada por pessoas muito inteligente e que só precisa se reconhecer realmente capaz de fazer a coisa certa. E fazer. Que Deus nos ilumine para que isso aconteça com ordem, justiça e p r o g r e s s o. Amémmmmmm...

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  13. A parte que diz que os principes de Vassouras são celibatários é verdadeira. A sigla FMR também já chegou a ser usada. Mas todo o restante que foi afirmado como sendo 'costumes tefepistas' é lenda barata, inclusive permeada de calúnias! Enfim, assim é a história. A Igreja Católica é difamada da mesma forma, com informações fantasiosas jogadas aos setes ventos, e absorvidas por tontos que não checam nenhuma fonte.

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  14. Creio que há um outro problema a ser exposto mais claramente, pois o texto acima o apresenta junto ao outros. O que é ser monarquista hoje, Monarquista do Séc. XXI? Temos 2 grupos bem distintos em debates: 1.há o que se apresenta como nobres, descendentes diretos de várias famílias nobres. A ótica dos problemas brasileiros é muito rasa e sem visão panorâmica. Há muito mais preocupação com o ritual monárquico do que com o estado monárquico. Até o momento, me deparei com pessoas que não conhecem o Brasil, em especial as o povo brasileiro; 2. há o que se apresenta como plebeus, no qual me incluo. Esse grupo está preocupado com o novo estado brasileiro, por isso crê e apoia a monarquia. São pessoas de todas as regiões do Brasil e das mais diversas camadas sociais, religiões, movimentos sociais, etnias, orientações sexuais, correntes políticas e nacionalidades. A ótica desse grupo é mais profunda e panorâmica, posso dizer que vai além do 3 D, é tesseráctica. Concluindo: Aquele que vier a ser o herdeiro do trono de Pedro II, terá que desde já conhecer o que pensam os plebeus que apoiam a causa monárquica, para poder moldar o novo estado brasileiro.

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  15. Sou evangélico e defendo a MONARQUIA e sua palavra não é absoluta. Vices da maçonaria querem o poder para vocês. Foi o que fizeram na França falam de igualdade mas criaram mais títulos que a MONARQUIA e são mais obscuros do que qualquer crença. Prefiro um católico no post do que Michel Temer e qualquer outro FORO de são Paulo.

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    1. Wellington, pesquise sobre as restrições à fé protestante, ou a qualquer outra fé, quando o catolicismo era a religião oficial do Brasil. Além de serem proibido a construção efetiva de templos (Art. 5º da I Constituição do Brasil), p protestante/evangélico não podia assumir cargo eletivo (Art. 95º), ou ser Ministro de Estado, ou cargo público (Art. 141º). Ninguém podia questionar as dogmas da Igreja Católica Romana (Art. 179º-V). E, não havia o livre arbítrio de fé, entre a família imperial (Art. 103º e 106º), pois tinham que ser católicos romanos. . Também, haviam problemas práticos, como a falta de reconhecimento dos registros de nascimento e casamento dos protestantes, o que gerava problemas de transmissão de heranças, e até, a falta de cemitérios em que os protestantes pudessem ser enterrados, como ocorreu com o Professor de Direito Johann Julius Gottfried Ludwig Frank, que teve que ser enterrado no pátio da Faculdade de Direito de São Paulo (SanFran-USP). Portanto Wellington, para nós evangélicos, ter um pretenso herdeiro ao trono com um pensamento fortemente "católico', e que já demonstrou diversas vezes que não sabe separar a fé pessoal de seus discursos "políticos" é algo preocupante.

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  17. Sou evangélico e não gostaria de ter um "rei católico" que não sabe distinguir a fé pessoa da funções de chefe de Estado.
    Infelizmente, leio e assisto muitos dos comunicados e vídeos da "casa imperial brasileira", e sempre há referências ao catolicismo romano.
    Isto demonstra uma total alienação dos pretensos herdeiros ao trono brasileiro, que não conseguem perceber que hoje o Brasil é um país multi religioso. E que, mais de 25 % dos brasileiros já são protestantes, sendo que, 98% são praticantes, segundo o IBGE. Contra apenas 64,6% (IBGE), mas só 5% é praticante, segundo a 50º conferência da CNBB. E há o crescimento de outras religiões, como o Budismo e o Islamismo.
    Portanto, concordo plenamente com o texto, que é contra o movimento monárquico continuar sendo um movimento para os católicos romanos, e não, para o Brasileiros.

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    1. Aonde se lê "Contra apenas 64,6% (IBGE)", entenda-se: "Hoje, 64,6% dos brasileiros são católicos(IBGE:2010), sendo que, destes, apenas 5 % são praticantes, segundo a 50ª Conferência da CNBB"

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  18. Saudações monárquicas! Hoje das 10 melhores democracias 7 são monarquias Parlamentaristas. Sou ateu, mas não defendo um Estado ateu e sim um laico. A tradição e as raízes religiosas nas cerimônias. Não me incomodam, penso que a Liberdade individual é o maior bem, que todos podemos professar o que acreditamos. A questão ética do monarca é mais importante. Ele é o mediador entre os poderes e defensor da nação. O peso do monarca não se compara ao do político. Não se trata de dinheiro ou poder e sim de governar. Uma empresa pode funcionar muito bem sem a presença dos donos, mas é bem mais difícil.

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  19. Deus não ouça você nessas suas palavras, desejamos sim uma monarquia, mas não MAÇÔNICA, vai de retro, Igreja Católica e Maçonaria nunca irão se juntar, por isso o Brasil não irá voltar a ser uma monarquia por causa de meia dúzia de maçons, porque caso isso aconteça, novamente será derrubada ou por acaso não sabiam que uma das coisas que feriram de morte a Dom Pedro II foi o atrito com a Igreja? mas, dizer que Dom Pedro II defendia a separação da Igreja e o Estado, está muito bem enganado, Dom Pedro era um homem sábio não iluminista, iluministas eram os maçons que ajudaram a acabar com a monarquia. As palavras deste blog são tendenciosas, Dom Pedro I só era maçonico para conseguir apoio dos demais, mas isto numa época em que ainda se permitia ser maçom e católico ao mesmo tempo, não defendo Dom Pedro I, mas sim a família real brasileira CATÓLICA.

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  20. Lembrando que ninguém defende uma teocracia absolutista, mas uma monarquia constitucional parlamentarista e com uma família coerente com a tradição dos reis antecessores, ou seja, católicos, mas isto não significa que vamos criar uma monarquia que persiga minorias religiosas, ao contrário do que vi aqui, os protestantes estavam presentes no Brasil desde os tempos coloniais, muçulmanos também, pagãos em geral idem, nos tempos imperiais a liberdade religiosa existia, o que não se permitia era o ataque à Igreja Católica, se os evangélicos crescem hoje em dia, isso se dá por uma desinformação dos católicos que saem da Igreja e não por um fatalismo social irreversível.

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